Processo de Criopreservação de células–tronco de cordão umbilical no Instituto Nacional do Câncer (INCa)

Por Karla Bernardo Montenegro

Durante visita ao Instituto Nacional do Câncer, (INCa), no Rio de Janeiro, para
realização da entrevista com o Diretor do Centro de Medula Óssea, Luiz Bouzas, o Projeto Ghente acompanhou o atual processo de criopreservação de células-tronco de cordão umbilical do Instituto, desde a chegada do material colhido até o seu congelamento.

O sangue de cordão umbilical é coletado imediatamente após o nascimento do bebê e a sua completa separação do cordão umbilical. A coleta pode ser realizada em parto normal ou cesariano, através da retirada do sangue do cordão umbilical. Este procedimento pode ser realizado durante a liberação da placenta do útero ou após a completa liberação da mesma, mas sempre é realizado após a total separação do bebê.

Etapas:

1-Transporte /Biossegurança

Após a coleta nos hospitais, o sangue é levado ao INCa em bolsa térmica com  registrador de temperatura  para garantir a preservação da temperatura entre +2 e +24C.

Caso o material seja levado para fora do país, ou transportado para longas distâncias no Brasil é necessário um container próprio para  total garantia da qualidade do sangue.

Este cuidado é necessário porque as células não podem sofrer estímulos como: mudança brusca de temperatura elongo período de tempo de transporte sob o risco de destruição ou redução do número de células-tronco.

2-Processamento

O sangue do cordão umbilical é submetido a procedimentos de processamento para a obtenção do maior número possível de células-tronco.

3-Criopreservação

_________________________________________________________________


clique na foto para ampliar

O material é preparado para ser congelado a baixa temperatura (igual ou inferior a 135°C negativos), em um processo lento e delicado, pois deve evitar a formação de cristais de gelo no interior das células, que poderiam destruí-las.
_________________________________________________________________


clique na foto para ampliar
Durante a preparação para o congelamento, os biólogos  separam  pequenas quantidades de sangue de cada bolsa para que estas amostras sejam usadas em caso de teste, evitando, assim, o total descongelamento de uma bolsa sem a finalidade de uso em transplante.
_________________________________________________________________


clique na foto para ampliar

A equipe identifica o material colhido com etiqueta que indica o número relativo ao histórico do sangue registrado no sistema de informações , o Renacord (Registro Nacional de Células Tronco de Cordão Umbilical e Placentário), que armazenará as informações sobre cada bolsa de células-tronco.

_________________________________________________________________


clique na foto para ampliar

A bolsa vai sendo aclimatada até ter condições de ser inserida no tanque de nitrogênio líquido onde será armazenada por um período indeterminado.

_________________________________________________________________


clique na foto para ampliar

As células-tronco retiradas do cordão umbilical ficam criopreservadas até que os dados do sitema de informações a identifique como compatível para um paciente.

__________________________________________________________

Saiba Mais

- Banco de cordão umbilical: Brasil busca auto-suficiência

- Perguntas e respostas com Dr. Luiz Fernando Bouzas, do INCa

- Saiba as etapas para a construção do novo Centro de Transplante e a inovação tecnológica do INCa

- Como funciona a tecnologia Bioarquivo

- Legislação envolvendo células-tronco de cordão umbilical

- Critérios para ser uma doadora de cordão umbilical para a rede pública

- Artigo do Diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea, do Instituto Nacional do Câncer, Luís Fernando S. Bouzas. "Transplante de Medula Óssea em Pediatria e Transplante de Cordão Umbilical

- Veja.com: O que fazer com o cordão umbilical? - Coluna da pesquisadora Mayana Zats na Veja.com discorre sobre o armazenamento de células de cordão umbilical.