Ciência Internacional insurge-se contra a notícia da criação de útero artificial
Segunda-Feira 11 de Fevereiro 2002 Fonte : www.radiovaticana.org

Cidade do Vaticano, 11 fev (RV) - "Um novo ato contra a vida": a ciência internacional insurge-se contra a notícia da criação do primeiro útero artificial, "construído" nos EUA.

"Um ato que, não somente viola as normas da bioética, mas também não considera, absolutamente, a relação psicológica que se estabelece entre mãe e filho, no período da gravidez": essa é a posição de grande parte da ciência, diante da notícia proveniente dos EUA, sobre a realização de um útero artificial. Os pesquisadores que realizaram a experiência, declararam que se conseguiu o enraizamento do embrião e que, depois, a experiência foi suspensa. Um episódio que desencadeia mais uma vez um forte debate sobre o modo de gerir e orientar a pesquisa científica.

A propósito, eis o que comentou Dom Elio Sgreccia, Vice-presidente da Pontifícia Academia para a Vida:

DOM E. SGRECCIA: "Caminhamos sempre mais pela estrada da desumanização, da procriação humana que se realiza, não somente fora do ato de amor entre o pai e a mãe, mas também fora do corpo da mulher. Trata-se de um procedimento puramente tecnológico, feito em detrimento de uma criatura humana. Ora, não é preciso muito esforço para entender que esse artifício de laboratório é condenado também pela lei. O que se pode notar, no mais, é que não sei como, de agora em diante, se poderá defender que o embrião humano não tem uma sua individualidade, uma sua capacidade de desenvolvimento autônomo, uma vez que se pode desenvolver também fora do corpo da mãe. Sobre a autonomia biológica e humana do embrião, será necessário voltar a refletir, para pedir a proteção da criatura humana desde seu alvorecer."

"Criou-se, portanto _ observa ainda Dom Elio Sgreccia _ uma situação paradoxal, na qual, de um lado, se evidencia a verdadeira natureza do embrião humano, a sua individualidade humana, e a sua capacidade de se desenvolver de modo autônomo desde o momento da fecundação; de outro lado, porém, evidencia também o uso que dele se faz, de modo totalmente desumano e em arbítrio unicamente da tecnologia." (RL)

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