Seul restringe entrada em laboratório de clonagem de embriões
Segunda-Feira 19 de Dezembro 2005 Fonte : Último Segundo

Segundo a agência local Yonhap, o primeiro centro docente da Coréia do Sul iniciou uma investigação sobre um estudo de Hwang publicado este ano na revista Science.

Hwang Woo-suk prometeu na sexta-feira que demonstrará a veracidade de sua descoberta sobre a clonagem de embriões humanos, para acabar com as crescentes suspeitas surgidas em torno de seus avanços científicos.

O cientista alega que conseguiu produzir 11 células-tronco de embriões humanos clonados de um paciente, e que possui a tecnologia para criá-las de novo.

O autor da primeira clonagem de embriões humanos se defendeu assim das acusações de ter manipulado os dados de sua pesquisa, feitas na semana passada por um de seus colaboradores mais próximos.

Hwang indicou que seis das células-tronco se contaminaram com mofo no processo de manutenção, mas acrescentou que ainda há cinco congeladas, e com elas poderá mostrar a validade de seu trabalho.

O cientista, de 52 anos, ficou famoso na comunidade científica mundial quando, em fevereiro de 2004, anunciou ter clonado pela primeira vez embriões humanos e extraído células-tronco deles.

A pesquisa sobre células-tronco pode se transformar em um dos tratamentos do futuro para curar doenças atualmente consideradas incuráveis, como a aids, o diabetes e o mal de parkinson.

A polêmica ao redor do trabalho de Hwang começou em novembro, quando se revelou que seus colaboradores tinham pagado a mulheres doadoras para conseguir óvulos.

Além disso, revelou-se que nas pesquisas foram usados os óvulos doados por dois membros de sua equipe, algo que ia contra os princípios morais profissionais.

A polêmica em torno de Hwang, considerado um herói nacional, comoveu os sul-coreanos, já que a maioria tinha depositado sua confiança em seu trabalho, sobretudo as famílias com pacientes de doenças terminais.

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